Sua cidade como você nunca viu
Ribeirão Preto, 05 de setembro de 2010
Sexta, 03 de setembro
Fonte: Transerp
Angelo Davanço
Existe um ditado que diz mais ou menos assim: "juntaram a fome com a vontade de comer". E foi mais ou menos isso o que aconteceu quando os estúdios Disney convidaram Tim Burton para dirigir "Alice no País das Maravilhas". Já acostumado a empregar sua visão fantástica a outras histórias, como "Edward Mãos de Tesoura", "A Fantástica Fábrica de Chocolate" e "Peixe Grande", Burton encontrou na obra do britânico Lewis Carroll um prato cheio para soltar seus bichos.
E por saber que pisava num terreno pantanoso, que se confunde com a história pessoal de Carroll, um pastor anglicano que muito tempo antes de se falar em pedofilia na Internet, gostava de fotografar crianças nuas, Burton optou por recontar a história à sua maneira.
Assim, a Alice das telas não é mais uma garotinha ingênua, mas uma moça de seus 18 anos (Mia Wasikowska), que cai no buraco fantástico para fugir de um casamento arranjado pela família.
De volta ao país das maravilhas, Alice se vê, novamente, às voltas com coelhos, gatos, sapos e larvas falantes, além, é claro do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp). O elenco traz, ainda, Anne Hathaway (a Rainha Branca) e Helena Bonham Carter (a cabeçuda Rainha Vermelha).
Obra complexa nas páginas escritas em 1865 por Lewis Carroll, cheia de significados para abordar o crescimento e a busca pelo conhecimento de Alice, a versão de Tim Burton para o cinema é puro entretenimento. Na versão 3D, os bichos e objetos saltam aos olhos e o espectador nem vê a hora passar no relógio apressado do coelho branco que guia Alice em suas aventuras.