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Ribeirão Preto, 05 de setembro de 2010

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As Melhores Coisas do Mundo

Angelo Davanço

'As Melhores Coisas do Mundo', novo filme da diretora Laís Bodanzky, em cartaz nos cinemas, trata daquela fase complicada da vida de todos nós - a adolescência. Época de espinhas na cara, descobertas do corpo, da necessidade de se enturmar a qualquer custo, enfim, aquele jeito desengonçado de ser. Uma fase que parece não ter fim, mas que quem já passou por isso sabe que é passageira.

Laís ('Bicho de Sete Cabeças' e 'Chega de Saudade') e o marido e roteirista Luis Bolognesi têm o mérito de mostrar a adolescência como ela é, e não os opostos da juventude transviada ou das patricinhas de plantão. Para isso, partiram das histórias contadas por Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto na série de livros "Mano" e fizeram grupos de discussão com os jovens em escolas de classe média paulistana.

Separação dos pais, homossexualismo, internet, bulling, decepções amorosas, política estudantil, fast food, sexo, drogas e rock'n roll. Tudo isso faz parte do filme e nos faz lembrar, os adultos, de como atravessamos tudo aquilo, de maneira satisfatória ou não.

Aos adolescentes, 'As Melhores Coisas do Mundo' é uma prova de que sua existência não chega ao fim ali, por volta dos 15 ou 17 anos, como a urgência das coisas faz parecer. Ou como diz Hermano, o Mano do filme - "não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só é um pouco mais complicado".



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