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Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010

Tempo em Ribeirão

Fonte: CPTEC

Radares móveis

Sábado, 31 de julho

  • Caramuru - 60 Km/h
  • Costabile Romano - 60 Km/h
  • Maurilio Biagi - 70 Km/h
  • Presidente Vargas - 70 Km/h

Fonte: Transerp

Avatar

"Avatar" é o filme mais caro da história do cinema. Custou 500 milhões de dólares e, em pouco mais de quatro semanas, já é a segunda maior bilheteria mundial, atrás apenas de Titanic. Um feito e tanto para James Cameron, o diretor das duas superproduções.

Atraído por esses números grandiosos e, também, pelo fato de ser a minha estreia no universo tridimensional da telona, fui conferir o filme dia desses. A saga do espectador começa muito antes da projeção começar. Se você ainda não foi e pretende assistir "Avatar", tem que comprar o ingresso antes, olhe lá se não for no dia anterior. Mas isso não é tudo. Para conseguir um bom lugar dentro da sala de projeção, tem que chegar mais cedo ao cinema. Quarenta ou trinta minutos depois, lá está você com os óculos estilo retrô entregues na entrada. Tudo para você se sentir como se estivesse dentro da história.

E aí é que está o problema. "Avatar" não tem necessariamente uma história. Trata-se de um verdadeiro show de imagens em 3D, mas que peca pela falta de ritmo. Cameron, em quase três horas de filme, mistura drama de guerra, ficção científica, romance, defesa da natureza, Transformers e Sigourney Weaver com cara de quem acaba de se livrar de um Alien.

No roteiro, entre uma ou outra pedra que parece vir em sua direção, a coisa é tão estranha que lá pelas tantas o coronel da tropa diz ao marine herói do filme: "olha, eu sei que você lutou na Venezuela, mas aqui, em Pandora, a coisa é muito pior". Luta armada na Venezuela? Como assim? Hugo Chávez já incomoda tanto assim os estúdios de Hollywood?

De qualquer forma, vale a pena assistir. Não é um "momento histórico da sétima arte", como dizem alguns mais deslumbrados por aí, mas é pura diversão. E, afinal, o cinema é isso. Bom divertimento. (Angelo Davanço)

 



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