Sua cidade como você nunca viu
Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010
Sábado, 31 de julho
Fonte: Transerp
A história de Luiz Inácio da Silva, contada no filme "Lula, o Filho do Brasil", é a mesma de muitos brasileiros. Infância pobre no sertão nordestino. A busca por dias melhores no sul maravilha. As surras do pai bêbado. A dificuldade em conseguir um emprego. Tudo isso faz parte do cotidiano de milhões de pessoas em todo o País. Mas, no caso de Luiz Inácio é diferente, afinal, o menino mirrado de ontem ocupa hoje a cadeira principal do Palácio do Planalto.
O filme de Fábio Barreto mostra a trajetória de Lula do nascimento até o despertar para a vida sindical. No meio disso tudo, o amor pela camisa corintiana, a paixão por Lurdes, sua primeira mulher, que morreria junto com o filho no parto, e o flerte que o levou ao segundo casamento, com Marisa Letícia. Tudo sob uma trilha sonora que vai de Nelson Gonçalves a Tim Maia. Os sertanejos e pagodeiros ficaram de fora pois o filme não mostra o Lula político, que antes de chegar à presidência teve que amargar três derrotas nas urnas.
Suas maiores vitórias projetadas na tela são a conquista do diploma de torneiro mecânico pelo Senai e a eleição para presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Claro que até atingir estes feitos, Luiz Inácio enfrentou dificuldades e pensou em desistir, mas nestas horas recebia o apoio da mãe, dona Lindu, que nunca deixava de aconselhar: "Tem que teimar Luiz, teima que dá certo".
E de tão teimoso, olha só onde chegou Luiz Inácio? Se o seu desempenho na presidência é o que se esperava ou não pelos que o conheceram nos tempos de 'companheiro', a resposta pode estar em uma fala do próprio Lula, no filme, ao fazer uma das suas já famosas comparações. Ao ouvir pela primeira vez uma discussão de duas alas diferentes do sindicato, o jovem torneiro mecânico disparou: "Isso parece discussão por causa de futebol". E você sabe, leitor, futebol, religião e política, não se discutem. (Angelo Davanço)