Sua cidade como você nunca viu
Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010
Sábado, 31 de julho
Fonte: Transerp
O Sesc Ribeirão apresenta o documentário 'Garapa', dias 7 e 8 de agosto (sexta e sábado), às 20h, no Cineclube Cauim.
O documentário é o resultado de mais de 45 horas de materiais, filmados por uma pequena equipe que durante quatro semanas acompanhou o cotidiano de três famílias no Estado do Ceará.
Sem fazer um julgamento sobre os homens, o filme mostra claramente como a mulher se torna uma guerreira em situações de adversidade extrema e a maneira que buscam estratégias de sobrevivência. O documentário vai desencadear muitas discussões sobre o assunto. "Não temos que omitir esse fato nem julgar essas pessoas. É uma realidade que vejo como uma reação diante dos papéis que lhes são atribuídos", diz o diretor.
José Padilha é diretor e produtor que ganhou projeção nos cenários nacional e internacional com seu primeiro documentário de longa-metragem, 'Ônibus 174' (2002). Em 2008, com 'Tropa de Elite' ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. 'Garapa' estreou no 59º Festival de Berlim e fez parte da seleção do 14º Festival Internacional de Documentários - É Tudo Verdade.
Serviço
Garapa
Cineclube Cauim, (rua São Sebastião, 920)
Dias 7 e 8 de agosto, às 20h
Entrada gratuita
Inf.: (16) 3977-4477
Por: cora corinta macedo de oliveira
De: salvador (17/11/09 20:52)
Me bata uma “GARAPA”!. A fome brasileira atualizada no cinema. Me bata uma garapa ou me faça uma garapa é uma expressão utilizada para desqualificar a alguém que nos chega com uma provocação barata; como de sarcasmo. Ramon Andrade pela internet diz tratar-se de um dito baiano que “... exprime um sentimento de um momento raivoso do tipo não me enrole, ou...”. No lugar comum desta expressão tentaremos alcançar uma critica sobre a veiculação cinematográfica do documental produzido pelo cineasta José Padilha – GARAPA. Assisti-lo nos tomou de assaltou o sentimento de raiva, misturado com constrangimento; isto pelo feito de entendermos como invasivo o olhar fotográfico aos corpos daqueles que pelas imagens projetadas nos chegou como remanescentes de aldeias indígenas; roubados legalmente no uso de terras brasileiras. Roubados e largados à própria sorte como se somente eles e mais ninguém pudessem ter participação nos roubos históricos estatais às populações indígenas e quilombolas. E, nisto da câmara invasiva, questionaríamos o porquê dela descansar a lente na nudez de uma criança do sexo masculino que (a despeito do que Padilha enfatiza na pretensão documental – a fome) parecia estar em plena forma de vitalidade física – subindo e descendo os muros do casebre. Outro sentimento foi à satisfação de pensar que a GARAPA, largamente batida pelos protagonistas do documentário pudesse significar uma desdita a soberba do diretor quando reduz toda a existência dos figurantes ao seu estomago. O Diretor afirma seu discurso imagético GARAPA no arauto da descoberta da fome no Brasil – Josué de Castro. Indagaríamos: existe alguma leitura critica da produção acadêmica à fome castreana a partir de 1930?