Sua cidade como você nunca viu
Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010
Sábado, 31 de julho
Fonte: Transerp

Abrir uma biblioteca na empresa é mais fácil do que parece. Ela pode muito bem começar com livros de interesse imediato pra quem lá trabalha. E é bom para o negócio.
E, aos poucos, ela pode ser reforçada com obras gerais da literatura. E aí, além de ser muito bom para o próprio negócio, no final das contas todos saem ganhando. Empresas, funcionário e suas famílias.
Tanto faz se homem ou mulher, rico ou pobre, branco ou negro. As pessoas gostam, sim, de ler. E percebem, cada vez mais, o papel dos livros e da leitura em suas vidas.
Por que, então, não se lê mais?! De um lado, mais do que o hábito, falta é habilidade. São os milhões de analfabetos e analfabetos funcionais, que mal conseguem decifrar os sinais num bilhete maior. Não entendem é seu sentido. De outro, pra muita gente ainda é difícil ter um livro nas mãos. O problema é o acesso.
Sabendo disso, a Fundação Educandário tenta dar um jeito. Junto com as atividades de formação complementar e os cursos profissionalizantes para a população de baixa renda, ela resolveu oferecer... livros! Pronto: quase todas as 600 crianças e adolescentes atendidos se tornaram usuários da biblioteca.
Leem no próprio local, levam os livros pra casa e muitos acabaram fazendo com que os pais voltassem a ser leitores. A resposta foi tão boa que os funcionários da Biblioteca Waldemar Pessoa resolveram criar kits com cinco títulos para serem levados pra casa.
E os pais estão gostando dessa história. Vira e mexe algum deles manda um bilhete perguntando sobre um livro novo. Ou sugerindo algum para o acervo que soma 7 mil títulos.
Mas será que fazer essa moçada (ávida por formação profissional e um lugar ao sol no mercado de trabalho) perder tempo com livros vale mesmo a pena? Quem responde é Ana Maria, psicóloga:
- Os livros estão estimulando a discussão entre eles e a ampliando seus olhares sobre os mais diferentes temas. Lá fora, isso está fazendo toda a diferença...
RADIOGRAFIA DE LEITURADos 5 aos 10 anos:
Portal Do Destino, de Agatha Christie
Dos 10 aos 15 anos:
E por falar em amor, de Marina Colasanti
Dos 15 aos 20 anos:
Os Sete Minutos, de Irwing Wallace
Dos 20 aos 30 anos:
O Vermelho e o Negro, de Stendhal
Hoje em dia:
O sol é para todos, de Nelle Harper Lee
Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no www.blogdogaleno.com.br. Mande sua história de leitor para galeno@blogdogaleno.com.br