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Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010

Tempo em Ribeirão

Fonte: CPTEC

Radares móveis

Sábado, 31 de julho

  • Caramuru - 60 Km/h
  • Costabile Romano - 60 Km/h
  • Maurilio Biagi - 70 Km/h
  • Presidente Vargas - 70 Km/h

Fonte: Transerp

Guitarra, voz, baixo e bateria... Simples assim

O bom e velho pós-punk. Um pé lá nos anos 80, mas as antenas direcionadas para os dois mil. Este é o som do grupo ribeirão-pretano O Mínimo, retomada musical de Joca Vita e Jefferson Barcellos, dois ex-velhos parceiros dos tempos de Motorcycle Mamma. Guitarra e bateria que se juntaram a Lu Teoro no vocal e Daniel Sartori no baixo.

O EP ‘Aeroplano' tem cinco faixas, duas delas, ‘Finja-se de Morto' e ‘Índias', regravações dos tempos da banda Restos da Cultura Perdida, do Joca e do Edson Lenine.

Confira o papo com a banda:

O MÍNIMO
Joca -
O Mínimo veio da ideia de se fazer rock'n'roll básico, aquela coisa de três acordes, baixo, guitarra, bateria. Fazer uma coisa simples, direta.
Luciana - Nas letras também, algo simples.
Jefferson - Nossa ideia de retomar a coisa da banda vem muito em função de visualizar no cenário atual várias bandas tocando com influências e sonoridades semelhantes as que eu ouvia nos anos 80. Então ficou clara a vontade de visitar novamente essas paisagens. E tem o Joca que é um parceiro de tantos anos, foi juntar essas afinidades. Daí surgiu o resto da turma, Daniel primeiro e a Luciana depois.

O Mínimo

ROCK EM RIBEIRÃO
Joca -
Acho que fazer qualquer coisa em Ribeirão que se denomine arte, seja música, seja pintar quadro, seja fotografar, seja escrever, é muito complicado. Essa cidade não tem uma tradição criativa. Acho que se você faz cover, interpreta, toca nos bares, na noite, até que as pessoas digerem bem, agora, se você chega com um projeto autoral, aí as pessoas parecem não ter o menor interesse. Tem, não vou falar que ninguém se interessa, algumas pessoas gostam, mas é uma minoria, uma minoria antenada.
Jefferson - Lembrei do Rogério Skylab - "suas contas vencendo e você vai continuar fazendo música". Me sinto um T-Rex em Ribeirão Preto. Mas sou teimoso e adoro tocar a música que toco, portanto vai ser sempre complicado. Mas esse fator complicador nos faz tentar driblar as adversidades. E isso de alguma maneira é bacana. E gera criatividade, a velha história da crise, que acaba sendo a origem do criar.

TRILHA SONORA
Joca -
Eu ouço tanta coisa. Ando ouvindo bastante jazz, bossa nova, coisas antigas, como The Fall, Killing Joke, Joy Division. Eu ando meio saudosista ultimamente. Fui no show da Cat Power em São Paulo, é uma coisa muito legal, é fantástico. Quando eu era mais novo eu ficava perseguindo o que era moderno, hoje, depois dos 40, você já fica mais tranquilo, já tem uma noção do que vale a pena ou não ouvir.
Luciana - Eu ouço tudo, o meu gosto vai de A a Z mesmo, eu tenho LP da Rosana em casa. Mas assim, faz muito tempo que eu não coloco um disco pra ouvir, pra curtir. Eu tenho um piano em casa e comprei um songbook dos Beatles, então eu toco de tudo deles no piano. E O Mínimo, que tem no meu MP3 e eu ouço direto. O Mínimo é o máximo.
Daniel - Tem quatro bandas que eu tenho ouvido muito - Arnaldo Antunes, Elis Regina, Jane's Addiction e At the Drive-In, que é um projeto paralelo do vocalista do grupo The Mars Volta.
Jefferson - Olha eu tenho ouvido bastante uma banda canadense chamada Nomo, é instrumental e afro beat. São branquelos fazendo um som para negão nenhum botar defeito. E consertei meu toca discos, estou ouvindo de montão coisas do meu pai, Zimbo Trio, Tamba Trio. Além dos pós punks que adoro, Joy, Cure. Tudo direto do vinil.

O SHOW
Joca -
Além das cinco músicas que estão no CD demo ‘Aeroplano', nós vamos tocar umas onze músicas nossas, composições próprias, coisas que a gente amadureceu. Tem três versões de músicas do Restos da Cultura Perdida, minha primeira banda. E tem quatro versões, músicas que a gente acha que são legais - ‘Marionetes', música do Distúrbio Mental, aqui de Ribeirão mesmo, ‘Feira Moderna', do Beto Guedes, ‘Comeu', do Caetano Veloso, gravada pelo Kid Vinil, e uma versão de uma música do Roberto Carlos chamada ‘Nasci para Chorar'. Mas tudo bem com a nossa cara, sem soar como cover.

Sons, vídeos e outras coisas em www.myspace.com/ominimo



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