Sua cidade como você nunca viu
Ribeirão Preto, 01 de agosto de 2010
Sábado, 31 de julho
Fonte: Transerp
Rodrigo Oliveira *
Toda mulher solteira garante que permanece nesta situação porque ainda não encontrou um homem ideal. Mas meninas, não se desesperem! Fiquem sabendo que encontrar um namorado perfeito é como encontrar um banheiro num shopping. Você sabe que ele existe, só que é difícil de achar. Tanto é que no caso do banheiro como no caso do namorado, se você ficar desesperada, aí é que você não acha mesmo.
Por isso acredito que ninguém deva sair pelo mundo procurando a outra metade da laranja. Quem sai pelo mundo procurando a outra metade da laranja não está pensando em casamento. Está pensando em montar uma quitanda. Isso é pior que pedofilia! Isso é pior que zoofilia! Isso é hortifrutifilia!!!
Não, eu não! Não faço esse tipo. Jamais vou sair por aí procurando pela minha cara metade. Aliás, esse é um termo que eu nem consigo entender. Cara metade? Como é que uma coisa pela metade pode ser tão cara. Eu prefiro procurar uma inteira por um preço mais acessível.
O problema é que muitas pessoas permanecem solteiras porque afirmam que ainda não encontraram a tampa da sua panela. Conheço uma pessoa que chegou ao ponto de se inscrever num site de relacionamentos dizendo que estava disposta a tudo para encontrar a tampa da sua panela. Eu respondi: meu amigo você entrou no site errado. Você quer encontrar a tampa da sua panela então digita aí "www.tramontina.com.br".
E no caso das mulheres é pior ainda. Afinal, toda mulher diz que depois do casamento não quer passar os dias enfiada numa cozinha. Mas se a pessoa começa uma relação procurando a tampa da panela onde é que ela pensa que vai terminar? É na cozinha, ué!
Por isso que eu acho que para encontrar o amor você não pode se desesperar. É só saber observar com atenção. O grande amor da sua vida pode estar onde você menos espera. Você pode encontrá-lo no trabalho, na faculdade, na rua, no elevador, num banheiro químico, num camburão, são tantas as possibilidades.
Minha tia, por exemplo, encontrou o grande amor da sua vida quando foi numa churrascaria. Ela foi almoçar, sem maiores pretensões, sentou-se à mesa e o garçom veio servi-la. Ele colocou o espeto sobre a mesa e perguntou: - Aceita coração? Ela aceitou na hora. Claro que depois do coração, ela teve que aceitar a picanha. Mas essa é outra história.
* Rodrigo Oliveira é publicitário e humorista do grupo Humor a Primeira Vista. Leia mais no site www.humoraprimeiravista.com.br. Entre em contato com o autor pelo e-mail rodrigo@humoraprimeiravista.com.br