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	<title>Via Ribeirão</title>
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		<name>Via Ribeirão</name>
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	<tagline>Sua cidade como você nunca viu - Ribeirão Preto/SP</tagline>
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		<title>A Bíblia do pop</title>
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		<issued>2009-05-25T11:25:35-03:00</issued>
		<modified>2010-06-28T10:31:31-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>A Bíblia do pop</h2><p><img class="ptl" src="http://www.viaribeirao.com/images/pdrqnbsn.jpg" alt="Capa Rolling Stone_Reprodução" />A revista Rolling Stone publica, há quarenta anos, extensas e reveladoras entrevistas com músicos, cineastas, escritores e líderes políticos. Parte de toda esta conversa foi reunida no livro <strong>"As Melhores Entrevistas da Rolling Stone"</strong>, editado por Jann S. Wenner, fundador da revista, e Joe Levy, editor-executivo da publicação.</p><p>São 448 páginas com depoimentos de Jim Morrison, John Lennon, Truman Capote, George Lucas, Clint Eastwood, Kurt Cobain, Bill Clinton e o Dalai-Lama, entre outros.</p><p>No livro, ficamos sabendo que Pete Townshend resolveu formar a banda The Who porque tinha complexo do nariz avantajado, e que os Beatles fizeram um acordo para abafar o anúncio do fim da banda, mas Paul deu uma rasteira em John e preparou um disco solo para preencher o vazio deixado pelos quatro de Liverpool.</p><p>Para pensar um pouco no resto do dia, uma frase da cantora canadense Joni Mitchell - "É um negócio engraçado isso de felicidade. Você pode lutar, e lutar e lutar mais ainda para ser feliz, mas a felicidade vai chegar devagarinho até você das formas mais peculiares". (AD)</p><p><strong>AS MELHORES ENTREVISTAS DA REVISTA ROLLING STONE</strong><br /><strong>Edição:</strong> Jann S. Wenner e Joe Levy<br /><strong>Tradução:</strong> Emanuel Mendes Rodrigues<br />Editora Larousse<br />448 páginas<br /><strong>Quanto</strong>: R$ 49,90</p>]]>
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		<title>Um lugar ao sol</title>
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		<issued>2010-02-15T09:12:47-03:00</issued>
		<modified>2010-05-07T11:52:47-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>Um lugar ao sol</h2><p>Abrir uma biblioteca na empresa é mais fácil do que parece. Ela pode muito bem começar com livros de interesse imediato pra quem lá trabalha. E é bom para o negócio.<br />E, aos poucos, ela pode ser reforçada com obras gerais da literatura. E aí, além de ser muito bom para o próprio negócio, no final das contas todos saem ganhando. Empresas, funcionário e suas famílias.</p><div>***<br /></div><p>Tanto faz se homem ou mulher, rico ou pobre, branco ou negro. As pessoas gostam, sim, de ler. E percebem, cada vez mais, o papel dos livros e da leitura em suas vidas.<br />Por que, então, não se lê mais?! De um lado, mais do que o hábito, falta é habilidade. São os milhões de analfabetos e analfabetos funcionais, que mal conseguem decifrar os sinais num bilhete maior. Não entendem é seu sentido. De outro, pra muita gente ainda é difícil ter um livro nas mãos. O problema é o acesso.</p><div>***<br /></div><p>Sabendo disso, a Fundação Educandário tenta dar um jeito. Junto com as atividades de formação complementar e os cursos profissionalizantes para a população de baixa renda, ela resolveu oferecer... livros! Pronto: quase todas as 600 crianças e adolescentes atendidos se tornaram usuários da biblioteca.<br />Leem no próprio local, levam os livros pra casa e muitos acabaram fazendo com que os pais voltassem a ser leitores. A resposta foi tão boa que os funcionários da Biblioteca Waldemar Pessoa resolveram criar kits com cinco títulos para serem levados pra casa.</p><div>***<br /></div><p>E os pais estão gostando dessa história. Vira e mexe algum deles manda um bilhete perguntando sobre um livro novo. Ou sugerindo algum para o acervo que soma 7 mil títulos.<br />Mas será que fazer essa moçada (ávida por formação profissional e um lugar ao sol no mercado de trabalho) perder tempo com livros vale mesmo a pena? Quem responde é Ana Maria, psicóloga:<br />- Os livros estão estimulando a discussão entre eles e a ampliando seus olhares sobre os mais diferentes temas. Lá fora, isso está fazendo toda a diferença...</p><div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/kzhyxtql.jpg" alt="Romilson Madeira" />RADIOGRAFIA DE LEITURA</h3><h3>Romilson Madeira, jornalista, publicitário e Mestre em Ciências da Comunicação</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />Portal Do Destino, de Agatha Christie</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />E por falar em amor, de Marina Colasanti</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />Os Sete Minutos, de Irwing Wallace</p><p><strong>Dos 20 aos 30 anos:</strong><br />O Vermelho e o Negro, de Stendhal</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />O sol é para todos, de Nelle Harper Lee</p></div> <div class="cite">"O livro é o instrumento que nos conduz por novos caminhos e a leitura é a porta que se abre".<br />Terezinha Corbani - Tereca, coordenadora do Clube de Leitura Palavra Mágica</div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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		<title>Livros da Coleção Aplauso estão disponíveis na rede</title>
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		<issued>2009-12-29T10:47:09-03:00</issued>
		<modified>2010-03-09T22:33:18-03:00</modified>
		<summary type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt-BR" xml:base="http://www.viaribeirao.com/">
			<![CDATA[<h2>Livros da Coleção Aplauso estão disponíveis na rede</h2><p>A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lançou um site em que disponibiliza títulos da Coleção Aplauso para leitura gratuita. São obras que registram a história do teatro, do cinema e da televisão do Brasil, com perfis, biografias, peças teatrais e roteiros de filmes.</p><p>Desde os primeiros lançamentos, em 2004, até os mais recentes como "Fernanda Montenegro - A Defesa do Mistério" -, mais de 170 livros (dos 200 já publicados) da Coleção Aplauso, podem ser acessados ou baixados em versões pdf e txt pelo endereço <a href="http://aplauso.imprensaoficial.com.br"><strong>aplauso.imprensaoficial.com.br</strong></a>.</p><div><img src="http://www.viaribeirao.com/images/voqoapio.jpg" alt="site_aplauso" /><br /></div><p>No site o leitor encontrará as biografias de Raul Cortez, Tônia Carrero, Mazzaropi, Alcides Nogueira, Carlos Reinchenbach, Fernando Meirelles, Carlos Zara, Gianfrancesco Guarnieri, Beatriz Segall, Eva Todor, Walmor Chagas, Eva Wilma, Jonas Bloch, Jorge Loredo, José Renato, Leonardo Villar; roteiros como "O Caçador de Diamantes", "Estômago", "Feliz Natal", "O Céu de Suely", "O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias", entre outros, e peças de dramaturgos consagrados: Sérgio Roveri, Samir Yazbek, José Saffioti Filho. A Coleção Aplauso publicou e estão disponíveis no site, ainda, as histórias das tevês Tupi e Excelsior.</p>]]>
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		<title>Doutores de livros</title>
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		<issued>2010-01-26T09:02:03-03:00</issued>
		<modified>2010-02-16T09:59:52-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>Doutores de livros</h2><p>Abrir uma biblioteca na empresa é mais fácil do que parece. Ela pode muito bem começar com livros de interesse imediato pra quem lá trabalha. E é bom para o negócio.<br />E, aos poucos, ela pode ser reforçada com obras gerais da literatura. E aí, além de ser muito bom para o próprio negócio, no final das contas todos saem ganhando. Empresas, funcionário e suas famílias.</p><div>***<br /></div><p>Bom exemplo disso é o escritório de advocacia Brasil Salomão. Escolhido, ano após ano, como um dos melhores lugares para se trabalhar no País, a banca entende das coisas.<br />Sempre houve por lá uma biblioteca de títulos jurídicos para apoiar os advogados da Casa. Até que alguém lembrou que não custava nada ter nas prateleiras alguns romances, biografias e boa poesia. Num piscar de olhos, uma campanha interna angariou 300 títulos não jurídicos, só ficção.</p><div>***<br /></div><p>A biblioteca pegou. Uma bibliotecária foi contratada e o interesse por livros só fez crescer. Os frequentadores têm um espaço de leitura e também podem levar os livros pra casa. Como tem sempre alguém com um livro que acabou de ler pronto pra doar, as prateleiras estão sempre cheias de novidades.<br />- Ler aumenta o vocabulário e facilita a escrita na hora de fazer uma petição - diz Ricardo Marchi, um dos sócios do escritório.<br />Se ele percebe que estão mais interessados no manejo virtual do que nos livros, ele tasca logo a frase de Bill Gates que ganhou fama:<br />- "Meus filhos terão computadores, sim. Mas, antes, terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história..."</p><div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/fgklvmet.jpg" alt="Roberta S Assef" />RADIOGRAFIA DE LEITURA</h3><h3>Roberta S. Assef, produtora audiovisual e professora universitária</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Wolfgang Von Goethe</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />Primeiras estórias, de Guimarães Rosa</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />Livro das perguntas, de Pablo Neruda</p></div> <div class="cite">"O amor pela literatura fez muito por quem sou. Aprendo com cada história e personagem que entra em minha vida"<br />Raquel Lovatti, profissional de Comunicação e professora universitária</div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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		<title>Bordadeira de palavras</title>
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		<issued>2009-11-04T10:13:27-03:00</issued>
		<modified>2009-11-23T14:38:40-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>Bordadeira de palavras</h2><p>Dona Léia de Jesus não sabe ao certo como foi que aconteceu. Só sabe que, quando abre a gaveta das lembranças, a sensação é a mesma. Se vê vasculhando cada prateleira da biblioteca do velho Grupo Escolar. Está lá, em busca de algum livro de poemas.<br />Chegava a ficar horas por ali. Lendo, ouvindo, vivendo. A intensidade era tal que ela mesma não aguentava. Precisava por pra fora e compartilhar aquilo que sua alma de menina transbordava. Decidiu, então, que escreveria.<br />Ainda não completara dez anos quando rabiscou os primeiros versos. Léia também gostava de declamar nas festas da escola. Lia bem e interpretava com gosto e paixão cada palavra.<br />Pacientemente, também tecia os próprios poemas.</p><div>***<br /></div><p>A menina cresceu, casou, teve filhos. Depois, os netos. Entre as mil e uma tarefas do cotidiano de mulher e mãe, um dia ela começou a bordar. Tecia e, em seguida, vendia, ela própria, pelas ruas de Bebedouro, fronhas, lençois e vestidos.<br />A família mudou pra Ribeirão e ela foi morar na Vila Tibério. Logo sua arte ganharia as vilas e bairros da nova cidade. As sacolas pesadas chegavam a doer as mãos. Mas ela tinha um sonho. E foi atrás dele:<br />- Eu saía antes do sol nascer. Só voltava depois que ele já tinha se ido... - ela lembra.</p><div>***<br /></div><p>Só que os versos não saíam da sua cabeça. Entre um e outro bordado, ela foi enchendo cadernos e mais cadernos. Há pouco tempo, Dona Léia, 78 anos, publicou seu primeiro livro: Caminhar.<br />Ela precisou até vender o carro pra pagar a publicação. Mas valeu a pena, ela diz. Agora, resolveu escrever a saga da família desde sua saída de Portugal. Dona Léia quer que os filhos, netos e bisnetos leiam e se sintam dentro do navio na longa viagem. Que eles entrem, sintam o cheiro e apalpem cada canto de casa onde os ancestrais um dia estiveram.<br />O livro é em prosa. Mas é certo que será poesia pura.</p><div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/gexrzllz.jpg" alt="Dulce Neves" />RADIOGRAFIA</h3><h3>OS LIVROS NA VIDA DE DULCE NEVES</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />O Raul da Ferrugem Azul, de Ana Maria Machado</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />Um Estranho no Espelho, de Sidney Sheldon</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry</p><p><strong>Dos 20 aos 30 anos:</strong><br />O Príncipe, de Maquiavel</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury</p></div> <div class="cite">"A leitura enriquece o homem e o faz despertar para o conhecimento e a reflexão crítica."<br />Padre Chico</div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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		<title>Poetas, poetinhas</title>
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		<issued>2009-09-13T21:43:55-03:00</issued>
		<modified>2009-11-02T18:35:53-03:00</modified>
		<summary type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt-BR" xml:base="http://www.viaribeirao.com/">
			<![CDATA[<h2>Poetas, poetinhas</h2><p>A cada ano, surge por lá uma nova centena deles. E o ritual se repete, ano após ano, sem interrupção, e não é de hoje. Primeiro, saem atrás de inspiração. E, em seguida, à cata de informações que possam ajudar. Pesquisam na internet, vão à biblioteca. Leem de tudo, sobre o que vão escrever e também sobre nada disso, por prazer mesmo.<br />Só então, botam no papel.<br />E o que sai são poemas simples. Simples e bonitos. Escritos por crianças de nove, dez anos de modo singelo. Com doçura, inocência e sinceridade. E, sobretudo, com a força da poesia que já brota da sua alma infantil.<br />Mais tarde, com paciência e esmero, alguém juntará todos eles. O resultado final será um livrão de poemas, lançado todo ano no anfiteatro da escola. Com pompa, festa, direito a autógrafos e a presença do pai e da mãe - enfim, com tudo o que esses novos escritores merecem.</p><div>***<br /></div><p>Isso já faz parte da rotina dos meninos e meninas do Colégio Metodista, escola tradicionalíssima de Ribeirão que acaba de completar 110 anos. Os professores gostam de livros, a direção apóia e, ao menos uma vez por semana, todo mundo vai à biblioteca. Pega um livro, leva pra casa e lê. Depois, fala ou escreve sobre isso.<br />E uma vez por ano, então, a escola faz chegar à praça sua Antologia Poética, que já conta 12 volumes.</p><div>***<br /></div><p>Mais tarde, nos saraus, é bonito de ver e ouvir a meninada dizendo, com gosto, os versos que trouxe à luz. Com isso, diz a professora Rita Mourão, que também é da Academia Ribeirão-pretana de Letras e entusiasta da ideia, eles vão bem na escola. Mais que isso: eles vão bem na vida!<br />Graças a uma nova habilidade para se manifestar e dizer a outras pessoas o que sentem e o que pensam sobre as coisas todas, esses meninos e meninas tornam-se pessoas mais confiantes. Lá fora, isso fará toda a diferença.<br />É verdade que alguns acabam tomando gosto pela coisa e continuam a ler e a escrever poemas. Com isso, acabam (como aconteceu, este ano, na Feira do Livro, com o Prêmio de Literatura Cora Coralina) até faturando prêmios por aí.<br />No mínimo, passam a perceber a vida com outros olhos. Os olhos da beleza...</p><div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/btyjjqvq.jpg" alt="Roberto Filandra Filho" />RADIOGRAFIA</h3><h3>OS LIVROS NA VIDA DE ROBERTO FILANDRA FILHO, supervisor do CIEE</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />O Gato de Botas, de Charles Perrault</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />A Queda da Casa de Usher, de Edgar Allan Poe</p><p><strong>Dos 20 aos 30 anos:</strong><br />Confesso que Vivi, de Pablo Neruda</p><p><strong>Dos 30 aos 40 anos:</strong><br />Auto-Engano, de Eduardo Giannetti</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />A Arte da Guerra, de Sun Tzu</p></div> <div class="cite">"Um livro é como um caleidoscópio: em cada fragmento de vidro colorido que vemos, como em cada frase que lemos, um conceito a ser interpretado."<br />Merhy Seba, publicitário<em></em></div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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		<title>Uma certa magia</title>
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		<issued>2009-09-24T09:07:16-03:00</issued>
		<modified>2009-11-02T10:31:56-03:00</modified>
		<summary type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt-BR" xml:base="http://www.viaribeirao.com/">
			<![CDATA[<h2>Uma certa magia</h2><p>Dona Maria Abadia tem 81 anos completos. Desde que foi parar em suas suas mãos, lá na primeira metade do século passado, um exemplar de As Aventuras de Tibicuera, de Érico Veríssimo, então recém-lançado, nunca mais conseguiu viver longe dos livros.<br />Mas precisou dar um duro danado pra estar perto deles.<br />Maria perdeu a mãe muito cedo. Menina ainda, teve que abandonar o antigo Primário e foi trabalhar como doméstica. Gostava tanto de ler que, aonde ia, carregava junto almanaques, jornais e revistas.<br />Por sorte, veio parar em Ribeirão, justo numa casa onde ler era um valor. Só fez crescer a sua paixão pelos livros.</p><div>***</div><p>Seu lugar favorito na casa era o escritório, tomado por estantes. Maria permanecia um tempão por ali. Entre uma faxina e outra, ela... lia. A Odisseia, de Homero, por exemplo. Mas seu preferido era O Segredo de Santa Vitória, de Robert Crichton.<br />A amizade entre patrões e a empregada chegou a tal ponto que ela entrou de vez pra família. Ela passava horas e horas lendo as histórias dos livros pra menina da sua nova casa.<br />E, assim, a vida seguiu adiante.</p><div>***</div><p>O tempo passou. E a Maria de outrora continua a ler como uma menina. E ainda mais, agora que se aposentou. A cada dez dias, ela toma dois ônibus e vai até a biblioteca pública. Está sempre atrás de uma nova aventura. Pega dois ou três títulos por vez e volta pra casa. Para lê-los.<br />Maria Abadia frequenta a Biblioteca Guilherme de Almeida, no Morro de São Bento. E ela tem bons motivos pra isso.<br />Lá, ela vai encontrar, além dos livros, a menina e leitora que um dia ajudou a criar e a cativar na casa dos antigos patrões. Ilka, a menina, tomou tanto gosto pela coisa que virou bibliotecária. Agora, é ela quem descortina esse admirável mundo novo da literatura à outra.<br />Maria não desiste nunca. Enquanto pode, diz, vai seguindo sua toada. Como outra Maria, a da canção, essa mineira de Araxá não perde essa sua estranha mania de ter fé na vida. É um dom. Uma certa magia.</p> <div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/cbgmuqrt.jpg" alt="Oton Cabral Gonçales" />RADIOGRAFIA</h3><h3>OS LIVROS NA VIDA DE OTON CABRAL GONÇALES, Superintendente do Banco do Brasil</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />Fábulas, de Esopo</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />O Lobo da Estepe, de Herman Hesse</p><p><strong>Dos 20 aos 30 anos:</strong><br />Germinal, de Émile Zola</p><p><strong>Dos 30 aos 40 anos:</strong><br />O Vermelho e o Negro, de Stendhal</p><p><strong>Dos 40 aos 50 anos:</strong><br />O Grande Amigo de Deus, de Taylor Caldwell</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />Livros da doutrina espírita</p></div> <div class="cite">"A leitura de um bom livro enriquece nossa forma de pensar expandindo nossas mentes. Permite-nos sonhar e viajar, através do simples ato de virar uma página."<br /><em>Luiz Borsato, publicitário</em></div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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		<title>Uma visita que dá gosto</title>
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		<issued>2009-09-30T10:00:10-03:00</issued>
		<modified>2009-10-13T12:34:56-03:00</modified>
		<summary type="text/html" mode="escaped" xml:lang="pt-BR" xml:base="http://www.viaribeirao.com/">
			<![CDATA[<h2>Uma visita que dá gosto</h2><p>Quando Solange casou, veio junto, além de um marido, uma tia. Uma tia bacana, culta, bem informada mesmo. Só que ela mora longe, lá em Minas, quase divisa com o Rio de Janeiro.<br />Mas, uma vez por ano, essa tia se abala do lugar aonde vive, Juiz de Fora, para vir até a cidade da sobrinha. Pra passar uns dias juntas e não deixar, assim, que a distância acabe por afastá-las, já que descobriram várias afinidades.<br />Só que a tia Lygia escolhe a dedo esses dias. Passados alguns anos, já não há ninguém que creia que seja pura coincidência. Afinal, a mulher desembarca por aqui, de mala e cuia, sempre nos mesmos dias. São, invariavelmente, aqueles que antecedem a Feira Nacional do Livro.<br />Antes disso, por semanas a fio, as duas tricotam muito: sobre a programação, quem vem este ano e coisa e tal. Uma cá e outra lá, vão se preparando para o grande encontro. Delas. E delas com os livros.<br />Solange só aparece na praça no fim do dia, quando sai do trabalho. Mas a tia, não. Ela sai de casa cedo, com um caderninho na mão, e só volta muito depois, cheia de anotações e novidades.<br />- São dias de um banho de cultura - confessa a moça.<br />Afinal, a mulher mais velha conhece de cor os nomes das editoras, escritores e os livros da hora. Ela sempre foi assim. Por isso mesmo, dizem que ela escolheu a profissão certa: foi ser bibliotecária.<br />A tia volta pra casa encantada com esses passeios entre os livros. Relata as aventuras do dia com volúpia e alegria. Em uma das edições da feira, por exemplo, se juntou a um bando de adolescentes num ônibus, estacionado na praça, para acessar a internet.<br />- Se pudesse, bem que colocava uma cama na praça pra dormir lá nesses dias - garante, cheia de convicção, a Tia Lygia.<br />Tamanha é sua empolgação com os livros que até mesmo naquelas horas danadas, quando muita gente vai à loucura com essa coisa de aeroporto fechado e voos atrasados, ela se dá bem. Chegou em cima da hora, com as mãos cheias de malas, e ouviu a dura notícia: com o mau tempo, não havia previsão de partida.<br />Pois foram as duas - tia e sobrinha - para o café derradeiro. Quem estava lá? O poeta Thiago de Mello, Lenine, Fernanda Takai e uma tantada de outros escritores que, entra ano e sai ano, nunca deixam de vir a Ribeirão nesta época do ano. Foi uma festa só...<br />Pra não perder o costume, aproveitaram os instantes finais para uma última olhadela nos livros. Como ninguém é de ferro, nem nada, Tia Lygia não perdeu tempo e fez, ainda, uma comprinha de última hora. Escolheu o livro e enfiou na sacola antes da partida. O título?!<br />- Por Que Amamos Ler?, de Brian Bristol.</p><p><em>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></em></p>]]>
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		<title>Alarp lança seu primeiro concurso de crônicas</title>
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		<issued>2009-07-07T11:37:35-03:00</issued>
		<modified>2009-09-07T14:40:32-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>Alarp lança seu primeiro concurso de crônicas</h2><p>A Alarp - Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto lançou seu 1º Concurso Literário de Crônicas. Poderão se inscrever pessoas acima de 18 anos, moradoras de Ribeirão e Região. O concurso é especificamente na categoria Crônica e o tema é livre.</p><p>As inscrições poderão ser realizadas no período de 01 de agosto a 30 de setembro de 2009. O resultado será divulgado no dia 03 de novembro.</p><p>Serão oferecidos três prêmios, totalizando R$ 1 mil, sendo R$ 500 para o primeiro lugar, R$ 300 para o segundo e R$ 200 para o terceiro.</p><p>Mais informações pelo site da Alarp - <a href="http://www.alarp.com.br"><strong>www.alarp.com.br</strong></a> ou pelo telefone (16) 3234-2307.</p>]]>
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		<title>Na hora e no lugar certo</title>
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		<issued>2009-08-23T15:52:16-03:00</issued>
		<modified>2009-08-28T11:32:12-03:00</modified>
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			<![CDATA[<h2>Na hora e no lugar certo</h2><p>Responda rápido: o que as pessoas que você conhece gostam de fazer em seu tempo livre? Nem precisa pensar muito: a resposta é assistir televisão, não é mesmo?! E o que mais?! Pela ordem, ouvir músicas e... descansar.<br />É isso o que mostra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Ler um livro, jornal ou revista aparece em quinto lugar na preferência nacional.<br />Por que? Nossa cultura é visual, diriam uns. A musicalidade está na alma do brasileiro, emendariam outros. Outra razão, segundo quem entende do assunto, é que muita gente não associa leitura com descanso.</p><p>Se alguém pode mostrar isso pras pessoas, esse alguém é o Regatas, clube recreativo dos mais tradicionais da cidade. Lá, à beira do Rio Pardo, livros, sol, sombra e descanso fazem uma combinação perfeita. Tanto que até se deram ao luxo de montar no lugar uma... biblioteca. É justamente pra dar a opção de lazer de qualidade para os sócios.<br />E como sabem que biblioteca que se preze deve ter vida (e não ser mero depósito de livros), passaram a inventar coisas. Vale tudo pra chamar a atenção dos frequentadores.<br />Um domingo por mês, por exemplo, eles levam lá um escritor. Que fala de livros, dá autógrafos - essas coisas que desmistificam o ato de ler e criar. Outras vezes, montam um castelo de contos de fadas. A ordem é atrair e encantar leitores.</p><p>Os sócios, claro, gostaram da ideia. E eles mesmos tratam de doar obras que já leram e estão mofando na estante de casa. Com isso, o acervo inicial não para de crescer. É comum ver, ao redor das piscinas, no bosque e nas áreas de convivência, gente com um livro nas mãos.<br />Antônio Carlos Tórtoro, poeta que teve a ideia, define bem a estratégia:<br />- Pra gente como eu, livro é como o casco para a tartaruga: aonde vai, leva o seu junto. Como, às vezes, a gente esquece, aqui tem sempre a biblioteca à mão...</p><div class="rcolumn"><h3><img src="http://www.viaribeirao.com/images/fepridle.jpg" alt="Vânia Lucas" />RADIOGRAFIA</h3><h3>OS LIVROS NA VIDA DE VÂNIA LUCAS, CANTORA</h3><p><strong>Dos 5 aos 10 anos:</strong><br />Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato</p><p><strong>Dos 10 aos 15 anos:</strong><br />Dom Casmurro, de Machado de Assis</p><p><strong>Dos 15 aos 20 anos:</strong><br />Mutações, de Liv Ullmann</p><p><strong>Dos 20 aos 30 anos:</strong><br />Olga, de Fernando Morais</p><p><strong>Dos 30 aos 40 anos:</strong><br />Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez</p><p><strong>Dos 40 aos 50 anos:</strong><br />Clara Nunes: Guerreira da Utopia, de Vagner Fernandes</p><p><strong>Hoje em dia:</strong><br />A Alma Imoral, de Nilton Bonder</p></div> <div class="cite">"Ler é um ato solitário que preenche a vida e pode ser melhor ainda quando compartilhado com quem leu o mesmo livro."<br /><em>Mariângela Gumerato, jornalista</em></div><p>Galeno Amorim é jornalista e escritor. Leia mais no <a href="http://www.blogdogaleno.com.br/">www.blogdogaleno.com.br</a>. Mande sua história de leitor para <a href="mailto:galeno@blogdogaleno.com.br">galeno@blogdogaleno.com.br</a></p>]]>
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